Como eterna apaixonada que sou, ou todas as histórias de amor deviam ter um narrador ou então terei de me dar com pessoas mais sinceras. Tenho dito.
Terça-feira, Dezembro 27, 2011
Todas as histórias de amor deveriam ter um narrador...
Todas as histórias de amor deveriam ter um narrador, só as que têm acabam com um "felizes para sempre". Portanto, todas as histórias de amor deviam ter um narrador para dizer tudo aquilo que não é dito nas entrelinhas, para dizer que eles gostam um do outro quando o mundo parece desabar, para dizer quando estão a pensar um no outro. Um narrador para dizer quando estão a mentir, quando estão a dizer a verdade, quando estão tristes ou quando estão eufóricos.
Feliz 2012
Mais não sei quanto tempo sem escrever aqui, mais tanta água que passou, sol que brilhou e tempestades que marcaram.
No final deste ano, sem poemas ou frases bonitas, resta-me o balanço daquilo que passou.Cada vez mais tenho certeza que o passado serve simplesmente para aprendermos e, durante 2011, aprendi bastante.
Riscos e rabiscos carregados de sentimento parecem não me fazer mais sentido. Mágoas e alegrias rabiscadas em cadernos ali ficam, a acumularem pó ao longo dos meses com pouca esperança de um dia olharem o Sol. Restam-me os sonhos, que se multiplicam na solidão e se desvanecem na alegria, restam-me as marcas que as pessoas e os momentos deixaram em mim mas que não merecem ser transcritos, agora ficam em mim, sem mágoas, alegrias, tristezas ou sorrisos afinal, lembranças são lembranças.
Trocam-se planos, fecham-se portas, abrem-se janelas, sonha-se, deixa-se de sonhar, a vida é mesmo isso. Ama-se e deixa de se amar. É-se amado sem saber e ama-se sem querer. As pessoas vão e vêm, afinal isto não passa de uma mera viagem, com gente que entra e sai, por vezes calmo, por vezes frenético.
Resta-me dizer que as minhas utopias serão sempre minhas, orgulhar-me-ei sempre delas e lutarei para as tornar realidade. A paixão será sempre um denominador comum todos os dias da minha existência e amarei até a mais pequena flor num jardim.
Agradeço os que me continuam a ler (e desculpem-me a falta de frequência na escrita) e sei que não os posso medir pela quantidade de comentários mas sim pelas vezes que me dizem "gosto muito do que escreves lá".
Um beijo, cheio de carinho,
Bia
Quarta-feira, Julho 06, 2011
Sabes o quanto eu gosto de abraços?
Num abraço o mundo, tão frenético, pára. O tempo pára.
Fecho os olhos. Partilhas comigo o peso de mágoas e angustias que carrego. O aperto dos teus braços, que descompassam o meu coração e me fazem perder no tempo, tornam o mundo com sentido novamente.
Pssiu, não digas nada. Há gestos que não merecem palavras…
Ali, fecho os olhos e sonho. Sonho sem limite, sem consciência do real ou irreal, sem ver fragmentos dessas ânsias a dissiparem-se no infinito.
Naquele instante, as utopias despropositadas ganham sentido.
Tudo tão quente, ardente, ansioso, apaixonado, tudo tão fácil e tão complicado.
Abro os olhos. Mas não estás lá.
Nunca ficas tempo que chegue.
Segunda-feira, Maio 02, 2011
Da janela, ela vê o mundo.
Porém, enquanto o mundo corre árdua e sofregamente ali fica ela, presa a utopias do passado, a frases e gestos que foram tatuados em resquícios de passado.
Dentro do quarto, escondem-se os fantasmas que ainda vagueiam, ritmadamente, que são tão parte dela, que teimam em resistir. Presos à alma, ao coração, presos na sua própria solidão.
A liberdade não lhe pertence, nunca lhe pertenceu, nem a alma nem o coração a saborearam. O mundo, visto da janela, não é dela, nunca foi.
Os ciclos, são apenas ciclos, fantasmas que vão e vêm, fogem quimeras de poetas e sonhadores que persistem para lá da janela daquele quarto.
Dentro do quarto, escondem-se os fantasmas que ainda vagueiam, ritmadamente, que são tão parte dela, que teimam em resistir. Presos à alma, ao coração, presos na sua própria solidão.
A liberdade não lhe pertence, nunca lhe pertenceu, nem a alma nem o coração a saborearam. O mundo, visto da janela, não é dela, nunca foi.
Os ciclos, são apenas ciclos, fantasmas que vão e vêm, fogem quimeras de poetas e sonhadores que persistem para lá da janela daquele quarto.
Segunda-feira, Abril 11, 2011
Domingo, Abril 03, 2011
Remorsos
" Valerá a pena? Remorsos, sim, é verdade, às vezes tenho remorsos. Vejo-me em sonhos como um pássaro negro, crepuscular, alimentando-se nas sombras, nos desperdícios, nos destroços, das vidas alheias. Mas, afinal, o que se leva da vida, senão remorsos? Remorsos do que poderia ter sido e não foi e do que se perdeu depois de ter sido. Remorsos do que deveria ter sido feito e não o foi a tempo ou do que foi demasiadamente dito e feito. Remorsos destes eternos desencontros, desta sensação de que nada existe no seu tempo certo, de chegar sempre tarde ou partir cedo demais. Por que será que a seguir à noite vem sempre a manhã e de manhã pesa sempre nos olhos e na alma o que fez e desfez de noite – um corpo húmido deixado num lençol de seda e o ladrão furtivo desse corpo abandonado o quarto que não é o seu, em direcção ao vazio de tudo o que lhe pertence, inutilmente?..."Miguel Sousa Tavares
Quarta-feira, Fevereiro 23, 2011
Sábado, Janeiro 29, 2011
Somewhere, far away from the rainbow
É fácil esquecer, apagar, riscar. O difícil é recomeçar quando se olha para trás e se vê um arco-iris.
É nestas alturas que as palavras não passam de meras letras desconexas.
Afinal, a felicidade esteve sempre lá.
É nestas alturas que as palavras não passam de meras letras desconexas.
Afinal, a felicidade esteve sempre lá.
"I read somewhere... how important it is in life not necessarily to be strong... but to feel strong."
Alexander Supertramp
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